Um gigante à altura de Keynes e Schumpeter. Mas um gigante desconhecido. Padecia de defeitos demais: polonês, judeu, comunista, de família pobre, não conseguiu concluir o curso de Engenharia. E era radical demais, original demais, outsider demais, para ser aceito definitivamente em Cambridge ou Oxford (onde trabalhou como auxiliar) ao mesmo nível de um Kaldor, de um Sraffa, de um Hall, ou de um Hitch (todos, do nosso ponto de vista, intelectualmente muito menores do que Kalecki).
E - o pior dos pecados! - usava muita matemática e poucas expressões consagradas (como "mais-valia", "valor-trabalho" e "dialética") para ser reconhecido como marxista.
Acabou no limbo. Com prejuízos para todos. Na verdade, com prejuízos para a humanidade. Poucos homens são capazes de fazer diferença. Kalecki era um deles.
Abaixo, além de dois trabalhos clássicos (cuja edição, em portugês, encontra-se esgotada há muitos anos) de Kalecki, disponibilizamos link para um trabalho de minha autoria sobre o autor, publicado na REP em meados dos anos 90.
1996 - REP - Kalecki: um anti-keynesiano?
Os textos abaixo, estão disponíveis para dowload